Práticas para reduzir os acidentes de trabalho

Práticas para Reduzir os Acidentes de Trabalho

Pensar e elaborar práticas para reduzir os acidentes de trabalho é importante para qualquer organização. Veja como minimizar os riscos da função laboral de maneira prática e segura.

A Segurança e Saúde do Trabalhador (SST) durante o período de trabalho é cada vez mais uma pauta de discussão entre grandes, pequenas e médias empresas e os órgãos e/ou agências responsáveis por desenvolver, fiscalizar e controlar práticas e procedimentos seguros. É bastante comum nas indústrias que as atividades simples ou atitudes inseguras provoquem eventos incontroláveis e que terminam elevando os níveis de exposição do trabalhador aos agentes de riscos, o registro de acidentes ou fatalidades.

A seguir, a Equipe OnSafety justifica e destaca a importância de implantar práticas para reduzir os acidentes de trabalho. É um conjunto de ações que são indispensáveis para iniciar e promover uma Cultura de Segurança do Trabalho.

Estatísticas de Acidente de Trabalho

Para a Secretaria de Previdência (SPREV) acidente de trabalho é aquele “que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que cause a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho.” 

É tratado como acidente de trabalho a doença profissional e a doença do trabalho, o acidente ligado a causas que contribuíram diretamente com uma lesão no trabalhador, certos acidentes sofridos no local e no horário de trabalho, a doença proveniente de contaminação durante o exercício da atividade e o acidente sofrido a serviço da empresa ou no trajeto residência e o local de trabalho ou vice-versa, conforme citado no Anuário Estatístico de Previdência Social (AEPS).

O Relatório de Estimativas Globais de Acidentes de Trabalho e Doenças do Trabalho (Global Estimates of Occupational Accidents and Work-related Illnesses 2017) publicado pela agência Workplace Safety and Health Institute, indica que o índice de mortalidade ocupacional não está distribuído de forma igualitária nos continentes. Estima-se que cerca de dois terços (65%) da mortalidade global relacionada ao trabalho ocorram na Ásia, seguidos pela África (11,8%), Europa (11,7%), América (10,9%) e Oceania (0,6%).

Mapa Global de Acidentes fatais
Mapa Global de Acidentes fatais

As estatísticas refletem a distribuição da população ativa e do trabalho perigoso no mundo, bem como os diferentes níveis de desenvolvimento econômico das nações. As taxas de acidentes ocupacionais fatais por 100.000 trabalhadores também demonstram fortes diferenças regionais, principalmente, com as da África e da Ásia, entre 4 e 5 vezes maiores que as da Europa.

De acordo com os dados apurados na pesquisa mais recente realizada por meio do órgão da Previdência Social, no ano de 2017, houveram aproximadamente 549.405 acidentes de trabalho em todo o Brasil. Deste número expressivo de acidentes de trabalho, foram registradas 2.096 mortes de trabalhadores quando exerciam suas funções em diferentes ambientes industriais do país. Estatísticas nacionais e globais que indicam a necessidade de introduzir práticas para reduzir os acidentes de trabalho.

Os registros dos trabalhadores apontam que as principais causas das mortes são as lesões ocupacionais (14%), doenças geniturinárias (1%), doenças digestivas (1%), doenças respiratórias (17%), doenças do aparelho circulatório (31%), condições neuropsiquiátricas (2%), neoplasias malignas (26%) e doenças transmissíveis (9%), conforme o Relatório de Estimativas Globais de Acidentes de Trabalho e Doenças do Trabalho.

Na maioria dos casos, os acidentes de trabalho poderiam ter sido evitados com ações preventivas mais efetivas e adequadas a realidade educacional, ocupacional, sócio-econômica, cultural, regional e ergonômica dos nossos trabalhadores. Isto é, introduzindo práticas para reduzir os acidentes de trabalho.

A Equipe OnSafety, em 2019, preparou um ebook sobre Estatísticas da SST do Brasil a partir de dados dados que estão disponíveis em várias agências ou instituições que fiscalizam e/ou monitoram a frequência, gravidade e impacto dos acidentes de trabalho, e que reunimos com o objetivo de promover uma Cultura de Segurança do Trabalho.

Ranking das 15 Não-conformidades da SST

O movimento promovido por diferentes agências nos últimos 15 anos com o objetivo de conscientizar a sociedade e empresas, preservar a integridade do trabalhador que está exposto a riscos durante seu horário de trabalho é fruto da forte fiscalização e atualização de Normas Regulamentadoras (NR’s) que as indústrias estão sendo submetidas e obrigadas a atender.

A Equipe OnSafety elaborou o ranking das 15 autuações mais críticas para a Segurança e Saúde do Trabalho que foram identificadas a partir dos dados disponíveis no Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil, relacionadas com a Saúde e Segurança do Trabalho e publicadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT, 2019).

A NR 07 – Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, NR 09 – Programas de Prevenção de Riscos Ambientais, NR 06 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI e NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos são às NR’s com mais não-conformidades e que demanda adotar práticas para reduzir os acidentes de trabalho.

Fique atento ao cumprimento dos requisitos identificados e definidos pelas Normas Regulamentadoras e evite multas e/ou penalidades por irregularidades que podem ser identificadas em uma fiscalização ou auditoria de agências governamentais. 

Práticas para Reduzir os Acidentes de Trabalho

Por definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), a SST tem como o seu principal objetivo promover a melhoria e as melhores condições de trabalho para os colaboradores. Além disso, a SST é um dos objetivos básicos definidos para a Agenda 2030 que propõe a implantação de estratégias e ações que promovam o Desenvolvimento Sustentável.

Neste sentido, a Equipe OnSafety destaca práticas para reduzir os acidentes de trabalho, reunidas a partir do levantamentos de não-conformidades em vários setores industriais e identificação de relatos nacionais e internacionais de agências que buscam melhorias na SST com o objetivo de reduzir acidentes de trabalho.

  • PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional): os principais benefícios alcançados com a implantação do programa é a prevenção da saúde do colaborador, antecipando possíveis problemas de saúde que possam ser acarretados por conta do trabalho. É um programa que monitora a saúde a partir de exames como o admissional, mudança de função, demissional e exames periódicos.
  • Análise de Riscos de Agentes Causadores de Acidentes de Trabalho: é fundamental que a área de SST identifique e avalie a presença dos grupos de agentes causadores mais frequentementes citados em notificações de acidentes de trabalho no Brasil, conforme dados disponibilizados pelo Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho (Smartlab). 
grupo de agentes causadores 2012-2018
grupo de agentes causadores 2012-2018
  • PPRA (Programa de Proteção de Riscos Ambientais): o objetivo é preservar a saúde dos trabalhadores, reconhecendo, avaliando e consequentemente controlando os riscos ambientais que possam existir no ambiente de trabalho. Acidentes de trabalho são resolvidos com antecipação de riscos, monitoramento de risco e estabelecimento de prioridades, por exemplo.
  • PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos): a principal função é propor medidas e avaliar ações para prevenir acidentes de trabalho que possam colocar a vida de uma pessoa em risco. Entre os itens necessários que devem constar no PGR da empresa são às proteções respiratórias, deficiências de oxigênio, possíveis riscos decorrentes de trabalhos em altura, energia elétrica, máquinas, etc.
  • Proteção do Corpo do Trabalhador:  é necessário desenvolver um programa de treinamento efetivo do trabalhador que garanta o aprendizado e conscientização de eliminar atos ou situações inseguras, o uso adequado de EPI’s e o processo de entrega e controle de EPI’s. Práticas para prevenir acidentes de trabalho, principalmente, protegendo a parte do corpo mais frequentemente atingida segundo as notificações de acidentes de trabalho disponíveis no Smartlab.
Partes do corpo que mais são atingidas
Partes do corpo que mais são atingidas
  • AET (Análise Ergonômica do Trabalho): a análise permite medir e avaliar a adaptação da condição de trabalho psicofisiológica dos trabalhadores, definindo procedimento operacionais que ajudam a reduzir os acidentes de trabalho. Essas avaliações envolvem equipamentos, levantamento de informações, transporte de materiais e organização de trabalho, entre outros aspectos.
  • Uso de Tecnologias na Segurança e Saúde do Trabalho: a tecnologia é sempre um elemento que pode melhorar as condições de trabalho como, por exemplo, implantar uma iluminação adequada na indústria, exaustores, processos automatizados para realizar auditorias de Segurança e Saúde do Trabalho, controle e entrega de EPI’s usando biometria.

Para finalizar fique atento ao ambiente de trabalho por que está passando por mudanças profundas, principalmente, existe um efeito transformador das novas tecnologias de informação e comunicação para a área de SST. Portanto, essas mudanças trarão novos desafios e oportunidades para a segurança e saúde dos trabalhadores no mundo. O objetivo é sempre contribuir com práticas para reduzir os acidentes de trabalho.

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