8 passos para colocar em prática a Segurança do Trabalho na Indústria

8 passos para colocar em prática a Segurança do Trabalho na Indústria

A primeira atitude para deixar a sua indústria preparada para uma boa gestão em Saúde e Segurança do Trabalho é selecionar um profissional dinâmico, com habilidades de liderança e comunicação, principalmente, interessado em aprender a promover mudanças na Segurança do Trabalho. Isto é, o processo de seleção é o primeiro passo para preparar a sua indústria porque tudo que será desenvolvido vai depender das habilidades e do conhecimento do profissional.

Outros passos básicos e importantes para o desempenho da gestão da Segurança do Trabalho são: a realização de uma auditoria interna, elaboração do cronograma de ações, conhecimento das Normas Regulamentadoras (NR’s), apoio da diretoria, investimento em tecnologia, recursos materiais e humanos, conscientização e treinamento, implantação da gestão de SST e documentação.

Acompanhe este post e veja os detalhes de como colocar em prática a saúde e segurança do trabalho – SST da sua indústria passo a passo.

1. Contratação de um bom profissional ou uma equipe especializada.

As empresas que têm funcionários sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT devem, por lei, promover a saúde e garantir a integridade física dos seus trabalhadores no ambiente de trabalho.

Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) são definidos conforme o grau de risco e número de funcionários. Os profissionais e a carga horária que atuam na empresa podem variar conforme podemos observar nas tabelas destacadas e retiradas do Quadro II, Dimensionamento dos SESMT da NR 4. Quais e quantos profissionais a sua indústria precisa para estar regularizada?

 

SESMT – Grau de Risco 2

Quantidade de empregadosTécnico de Seg. TrabalhoEngenheiro de Seg. TrabalhoAuxiliar de Enferm. TrabalhoEnfermeiro TrabalhoMédico do Trabalho
501 a 1.0001
1.001 a 2.00011*11*
2.001 a 3.50021111
3.501 a 5.0005111
Acima de 5.000
Para cada grupo de 4.000 ou fração acima 2.000**
11*11

SESMT – Grau de Risco 3

Quantidade de empregadosTécnico de Seg. TrabalhoEngenheiro de Seg. TrabalhoAuxiliar de Enferm. TrabalhoEnfermeiro TrabalhoMédico do Trabalho
101 a 2501
251 a 5002
501 a 1.00031*1*
1.001 a 2.0004111
2.001 a 3.5006121
3.501 a 5.00082112
Acima de 5.000
Para cada grupo de 4.000 ou fração acima 2.000**
3111

SESMT – Grau de Risco 4

Quantidade de empregadosTécnico de Seg. TrabalhoEngenheiro de Seg. TrabalhoAuxiliar de Enferm. TrabalhoEnfermeiro TrabalhoMédico do Trabalho
50 a 10011*
101 a 25021*1*
251 a 500311*
501 a 1.0004111
1.001 a 2.0005111
2.001 a 3.5008222
3.501 a 5.000103113
Acima de 5.000
Para cada grupo de 4.000 ou fração acima 2.000**
3111

(*) Tempo parcial (mínimo de três horas)

(**) O dimensionamento total deverá ser feito levando-se em consideração o dimensionamento de faixas de 3501 a 5000 mais o dimensionamento do(s) grupo(s) de 4000 ou fração acima de 2000.

OBS: Hospitais, Ambulatórios, Maternidade, Casas de (**) Saúde e Repouso, Clínicas e estabelecimentos similares com mais de 500 (quinhentos) empregados deverão contratar um Enfermeiro em tempo integral.

O Grau de Risco – GR da sua empresa está disponível no Quadro I da NR 4 conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. Para identificar o CNAE da empresa é só procurar aqui.

2. Realização de uma Auditoria Interna.

A análise dos riscos de uma indústria deve ser feita através de um levantamento minucioso de tudo que possa vir a ser causa de doença ou acidente de trabalho em cada setor da empresa. Neste cenário, o uso da tecnologia no processo de auditoria agiliza e melhora o trabalho de elaboração de relatórios e promove a tomada de decisão mais rápida da equipe de profissionais e gestores da indústria.

O trabalho visa identificar a presença de agentes químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e riscos de acidentes nas dependências da indústria. A auditoria vai detectar os locais que falta sinalização, observar se há ventilação e iluminação incorretas nos ambientes, verificar os pontos de riscos dos maquinários, ferramentas e equipamentos dentre outras situações.

O profissional experiente estará atento a detalhes relacionados a atos inseguros e/ou condições inseguras que vão desde a armazenagem de materiais em locais impróprios à inspeção de fios desencapados dos equipamentos.

O reconhecimento dos riscos é variável de acordo com cada ramo de atividade e ambiente ocupacional. Alguns trabalhos são mais arriscados do que outros e precisam seguir instruções específicas. A Norma Regulamentadora – NR -15, por exemplo, fornece orientações para atividades insalubres e a Norma Regulamentadora – NR -16 é própria para direcionar trabalhos perigosos.

Vale ressaltar que, durante o levantamento de riscos, as ações e o grau de prioridade são especificados para que as tarefas possam ser executadas seguindo uma ordem de importância.

3. Elaboração do Cronograma de Ações.

O cronograma de ações é o planejamento das medidas de controle que serão monitoradas durante o desenvolvimento da segurança ocupacional.As ações preventivas serão aplicadas mediante a estipulação de prazos e metas nos setores da indústria. O objetivo é reduzir os riscos mais urgentes de doenças e acidentes de trabalho e suas respectivas consequências.

Além disso, o cronograma servirá de base para a elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, que é uma exigência da NR 9.

4. Apoio e Participação da Diretoria.

Na reunião de apresentação do cronograma para a gerência serão enfatizadas as prioridades e o custo/ benefício do investimento que será aplicado para a gestão de SST.

Vale ressaltar que as atividades planejadas precisam ser colocadas em prática para que a empresa não fique sujeita a multas trabalhistas. Neste momento, é fundamental o apoio da e participação da diretoria, valorizando o trabalho do profissional da SST e demonstrando a importância da cultura de segurança do trabalho na indústria.

5. Investimento em Tecnologia, Recursos Materiais e Humanos.

Agora é o momento de adquirir produtos, equipamentos e serviços especializados como manutenções de máquinas, por exemplo; ou outros que se fizerem necessários. Opte por qualidade e bom preço.

É fundamental também conhecer e adotar tecnologias adequadas ao trabalho do profissional. A avaliação das tecnologias disponíveis no mercado facilita a escolha e garante que você selecione a melhor alternativa para as suas necessidades e características das empresas.

A avaliação das principais tecnologias é baseada em características relacionadas com a usabilidade, mobilidade, portabilidade e preços. As tecnologias foram selecionadas a partir de elementos comparativos similares como, por exemplo, tem o mesmo objetivo de suporte aos clientes (SaaS) e focam a Gestão da Segurança do Trabalho. Conheça a nossa experiência!

É preciso ter muita  atenção na compra de produtos e na contratação de serviços cujos valores estão muito abaixo do mercado. Eles podem ser inferiores e não suprir as necessidades de segurança adequadamente e, como consequência, você acabará gastando mais do que havia previsto.

Adquira os Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC que a indústria precisa como faixas antiderrapantes, fitas de sinalização de segurança, extintores, hidrantes, protetores de partes móveis de máquinas e equipamentos, guarda-corpos corrimões de escadas, etc.

Compre também os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) obrigatórios para o exercício de funções na empresa, conforme especificação da NR 6. Lembre-se que a empresa deve controlar o processo de entrega de EPI’s. Além disso, fornecer, gratuitamente e em perfeito estado de conservação, os EPIs adequados conforme os riscos que seus funcionários estão sujeitos.

Escolha fornecedores que têm credibilidade no mercado e adquira produtos com Certificado de Aprovação (CA); que é a numeração que garante a funcionalidade do equipamento durante um determinado período.

6. Conscientização e Treinamento.

A colaboração e o envolvimento dos funcionários da indústria quanto à saúde e segurança do trabalho deve ser motivada através da conscientização e treinamentos permanentes.

O maior apoio que SST pode ter é através dos profissionais que exercem cargos de lideranças na indústria.

As medidas preventivas e corretivas devem ser colocadas em prática, principalmente pelas pessoas de maior influência na empresa para que a cultura de segurança possa ser multiplicada vagarosamente no ambiente de trabalho.

Para potencializar a formação dos profissionais (Engenheiros e Técnicos) da área de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) adote o uso de tecnologias. A tecnologia como mecanismo de suporte na formação ou treinamento dos trabalhadores exigidos pelas Normas Regulamentadoras (NR’s) ou necessários para operar máquinas e equipamentos de forma segura e adequada facilita o aprendizado dos trabalhadores.

7. Implantação da Gestão de SST.

Elabore um plano de ação com metas e prazos. Delegue responsabilidades aos profissionais que estiverem capacitados em auxiliar o SESMT quanto a propagação da segurança do trabalho.

Faça um bom treinamento de integração para os funcionários admitidos na empresa. De forma clara e objetiva, explique a importância de cumprir as normas internas de gestão e segurança durante o trabalho.

Verifique se a execução das medidas de prevenção de acidentes estão sendo observadas de modo adequado e monitore a execução das atividades regularmente. Veja como é fácil com o uso da tecnologia.

8. Documentação

Deixe todo o trabalho organizado e registrado para comprovação das medidas desenvolvidas na indústria.

Desta forma, é possível consultar e disponibilizar informações para o Ministério do Trabalho, em caso de solicitação. As documentações vão servir para evitar gastos desnecessários com multas trabalhistas.

De modo geral, listamos abaixo os documentos básicos que podem ser requisitados pelas auditorias do Ministério do Trabalho na indústria:

  • PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais).
  • PCMSO (Programa de Controle de Médico de Saúde Ocupacional).
  • ASO (Atestado de Saúde Ocupacional).
  • LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho).
  • PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário).
  • PPRPS (Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares).
  • FICHA DE EPI (Equipamento de Proteção Individual).
  • APR (Análise Preliminar de Risco).
  • OS (Ordem de Serviço).
  • DOCUMENTAÇÃO DA CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).
  • LISTA DE TREINAMENTOS.
  • PT (Permissão de Trabalho).
  • FICHA DE INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES.
  • CATs (Comunicado de Acidente de Trabalho).
  • SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes), palestras ministradas e duração da SIPAT.
  • REGISTRO DO SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).

Aproveite o começo do ano para organizar melhor o gerenciamento de riscos da indústria que você trabalha. Lembre-se de deixá-la preparada antes do prazo estipulado para a validação da implantação do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

Comments:0

Deixe uma resposta