O ROI da Digitalização da SST na Sua Empresa 

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A gestão da SST vai muito além de ser algo com foco apenas em conformidade com as NRs, CLT e demais leis. Essa gestão bem feita pode ter um bom efeito na eficiência operacional. Porém, demonstrar o valor financeiro de investimentos em tecnologia para a diretoria ainda é um grande desafio, por isso é importante entender o ROI da Digitalização da SST.

Se a sua empresa ainda gerencia fichas de EPI, ASOs, treinamentos e inspeções de campo por meio de papel ou planilhas do Excel, o custo de todo este trabalho pode ser bem alto e não ser tão fácil assim de identificar.

Para falarmos um pouco sobre este assunto, preparamos este blog, sobre o ROI da digitalização da SST e como apresentar estes números de forma convincente para os tomadores de decisão.

O que é o ROI na Gestão de SST?

O ROI (sigla em inglês para “Retorno de Investimento”) é uma métrica financeira que mede o retorno obtido em relação ao capital investido. Na digitalização da SST, o ROI serve para calcular o ganho financeiro direto e indireto gerado pela substituição de processos manuais por um sistema.

A fórmula para o cálculo é:

ROI = ((Ganhos do Investimento – Custo do Investimento)/Custo do Investimento) * 100

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Para aplicar essa fórmula à SST, é necessário mapear tanto as reduções de custos diretos quanto os ganhos indiretos de produtividade.

Como calcular o ROI da digitalização da SST

Para calcular o retorno financeiro da automação da SST, podemos considerar quatro pilares principais:

1. Redução de Homem-Horas em Atividades Administrativas

Processos manuais consomem tempo que poderia ser aplicado na prevenção de acidentes e atuações mais estratégicas.

  • Criação de relatórios: Realizar inspeções batendo fotos em campo e juntando manualmente anotações e evidências;
  • Busca de documentos em auditorias: Localização de fichas de EPI físicas, ASOs e certificados de treinamento;
  • Envio de eventos ao eSocial: Verificação manual de erros nos envios dos eventos S-2210, S-2220 e
    S-2240, e conferência em planilhas sobre os vencimentos de ASOs e mudanças de risco existentes.

Exemplo Prático: Uma equipe com 3 técnicos de segurança gastando 10 horas semanais para conferência de planilhas de vencimentos acumula 120 horas/mês. Sistemas que geram alertas automáticos de vencimentos pode reduzir esse tempo em mais de 50%

2. Eliminação de multas e passivos trabalhistas

A falta de rastreabilidade é a principal causa de penalidades administrativas e condenações judiciais.

  • Validade de treinamentos e ASOs: Notificações automáticas impedem que colaboradores atuem com exames ou treinamentos vencidos;
  • Segurança nas entregas de EPIs: A fácil rastreabilidade de fichas e assinaturas feitas por biometria, garantem com maior facilidade que os EPIs necessários foram entregues, reduzindo passivos trabalhistas;
  • Assertividade no controle de riscos: A consolidação de indicadores para não conformidades com NRs em um painel facilita na tomada de decisão e na implantação de ações corretivas, evitando que as não conformidades passem despercebidas e caiam em fiscalizações no MTE gerando multas.

3. Controle e Redução do Desperdício de EPIs

Sem um controle centralizado de estoque e periodicidade de troca:

  • É difícil identificar EPIs que desgastam mais que o normal;
  • Difícil identificar colaboradores que perdem ou danificam EPIs com maior frequência;
  • Ocorre a substituição precoce de equipamentos sem necessidade;
  • Há perda de rastreabilidade sobre a entrega dos itens;
  • Ocorre estocagem desnecessária por falta de previsão de demanda.

4. Redução do FAP 

A identificação rápida de riscos por meio de inspeções via aplicativo reduz a taxa de frequência de acidentes. Menos acidentes significam redução direta na alíquota do FAP, impactando positivamente a folha de pagamento da empresa.