
Para quem tem que lidar com Espaços Confinados na sua rotina de trabalho e fazer as liberações de PET’s e PT’s, a sigla LIE é bastante comum no momento de realizar os Testes de Atmosfera, esta sigla se refere ao Limite Inferior de Explosividade.
Em muitos ambientes de trabalho, mas principalmente nos espaços confinados, é comum encontrarmos concentrações de gases explosivos na atmosfera do ambiente. Dependendo da concentração destes gases, uma simples faísca pode causar um acidente gravíssimo, portanto o monitoramento do Limite Inferior de Explosividade é extremamente importante.
Levando em conta a importância desse assunto, preparamos este blog que você pode conferir, a seguir!
O que é o Limite Inferior de Explosividade?
O LIE (Limite Inferior de Explosividade) é a menor concentração de um gás ou vapor inflamável no ar capaz de provocar uma explosão ou fogo na presença de uma fonte de ignição, uma faísca ou chama.
Ou seja, o LIE é uma barreira de segurança, enquanto o ambiente permanecer em níveis inferiores de exposição – é tecnicamente incapaz de explodir, mesmo que haja uma fonte de ignição. Se um gás tem seu LIE em 5%, a partir do momento que passa a representar 5% ou mais da atmosfera medida, há risco de explosão se houver fontes de ignição.
Levando em conta uma escala de 0% a 100% de concentração de gás no ambiente:
- Abaixo do LIE: A mistura é considerada “pobre”. Há muito oxigênio e pouco combustível para sustentar uma explosão;
- Acima do LIE: Entramos na Faixa de Inflamabilidade, onde o risco é real e iminente.
Além disso, ainda temos o Limite Superior de Explosividade (LSE), para existir uma explosão, a mistura não pode ser nem tão pobre, nem tão rica. Como uma combustão depende de oxigênio, precisa haver oxigênio o suficiente para que ela ocorra, então se uma atmosfera é composta somente de gases inflamáveis e 0% de oxigênio, também não há risco.
Como Funciona a Faixa de Inflamabilidade?
Para explicarmos de maneira mais prática, a seguir, são destacadas as faixas de LIE e LSE para os gases mais comumente encontrados nos ambientes de trabalho.
| Gás | LIE (Volume %) | LSE (Volume %) |
| Metano (Gás Natural) | 5,0% | 15,0% |
| GLP (Gás de Cozinha) | 2,1% | 9,5% |
| Hidrogênio | 4,0% | 75,0% |
Se pegarmos o Metano como exemplo, se em um silo fechado chegarmos a medição de 6% de Metano, não podemos operar com segurança, logo precisamos desta concentração abaixo dos 5% ou acima dos 15%.
No entanto, quando falamos do LSE, o risco para de ser de explosão e passa a ser de asfixia, pois a concentração de O2 será muito baixa, então o ideal é sempre estar abaixo do LIE, o mais próximo do 0% possível.
Como monitorar o Limite Inferior de Explosividade?
Na prática, não esperamos atingir o LIE para agir. Utilizamos detectores de gases calibrados e fixos com display integrado. A porcentagem do LIE do gás deve ser acompanhada de forma constante e diagnóstica de forma rápida a partir de um valor no aparelho. Nos casos que o display registra 0%, significa uma ambiente limpo.
Quando os detectores registram 10% do LIE, significa que o ambiente de trabalho atingiu o primeiro nível de alerta (atenção). E, para 20% do LIE, caracterizada como um nível crítico. Neste caso, devem ser adotados de protocolos de segurança imediatamente e proceder a uma evacuação ou ventilação imediata.
É importante ressaltar que nunca se espera chegar no LIE, se o detector marca “10%”, isso não significa que 10% da atmosfera está com o gás, mas sim que você atingiu 10% do caminho necessário para chegar ao ponto de explosão.
Pegando o Metano como exemplo, o medidor mostrando 10% indica 0,5% de concentração dele na atmosfera medida.
Como manter a segurança olhando para o Limite Inferior de Explosividade?
Para garantir e manter a segurança para o Limite Inferior de Explosividade existem três práticas que podemos adotar. A primeira é a ventilação, em locais com possibilidade de acúmulo de gases, deve existir ventilação constante para dispersar vapores abaixo do LIE.
Outro ponto é a calibração do instrumento. É impossível definir “pelo cheiro” a concentração dos gases, por isso dependemos dos detectores, mas para uma medição segura, eles devem estar calibrados. Equipamento desregulado oferece uma falsa sensação de segurança.
Por último é a a atenção. Aqui falamos de “Pontos Cegos” alguns gases podem ser mais leves ou mais pesados que o ar, então podem se acumular mais próximo ao chão ou ao teto, para garantir a medição eficaz, devemos medir em todas as alturas.




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