A importância do controle de fontes geradoras na SST

Grupo de três trabalhadores em ambiente industrial ou de construção, todos vestindo coletes de segurança refletivos verde-limão. Um deles segura um capacete de segurança verde fluorescente. Duas pessoas usam luvas de trabalho. Sobre a imagem, uma caixa de texto cinza transparente com o título "A importância do controle de fontes geradoras na SST".

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Quando falamos sobre SST a primeira coisa que vem a mente é o uso de EPIs, mas a verdade é que o uso dos equipamentos de proteção é uma medida secundária, pois a estratégia para proteção dos trabalhadores mais eficiente e importante é a mitigação dos riscos, e para isso devemos controlar as fontes geradoras.

Os riscos ocupacionais não são inerentes aos ambientes surgindo do nada, eles sempre tem suas origens, sejam agentes químicos, máquinas ou ferramentas. As fontes geradoras desempenham papel fundamental na propagação de riscos e devem ser mantidas sob supervisão constante.

Para tratar um pouco sobre este assunto e explicar como realizar um bom controle, preparamos o post que você pode conferir a seguir

O que é uma fonte geradora?

Uma fonte geradora para a SST  é o local, objeto, substância, máquina ou condição que possui o potencial de causar lesões ou danos à saúde do trabalhador. Em outras palavras, é a origem ou o ponto de partida de um ou mais riscos no ambiente de trabalho.

Por exemplo, uma britadeira, para o operador produz ruído e vibrações de corpo, e para quem está próximo produz ruído.

No contexto de Gestão de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), a identificação da fonte geradora é o primeiro passo para a mitigação dos riscos.

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A hierarquia de controle de riscos

Na hierarquia de controle temos as etapas: Eliminação, Substituição, Controles de Engenharia, Controles Administrativos e EPIs. A gestão sobre as fontes geradoras está presente nas 3 primeiras e mais importantes etapas.

Na eliminação 

Esta é a medida mais eficiente e desejada. Consiste em remover completamente o perigo do ambiente de trabalho. Se a fonte de risco não existe, o risco é zero.

  • Exemplo: Eliminar o uso de um produto químico tóxico, substituindo ele por um que não seja perigoso, ou redesenhar um processo para eliminar a necessidade de trabalhar em altura.

Na substituição 

Quando a eliminação é inviável, a substituição é a próxima opção lógica. Trocando uma fonte geradora de risco por uma menos perigosa.

  • Exemplo: Substituir uma máquina muito ruidosa por um modelo mais silencioso ou usar um carrinho automatizado para movimentar cargas pesadas, no lugar de uma empilhadeira manual, reduzindo o risco de atropelamento.

Nos controles de engenharia

Neste nível, o objetivo é isolar o trabalhador do risco ou isolar a fonte de risco do ambiente de trabalho, utilizando modificações físicas e de engenharia. São soluções permanentes e que não dependem do trabalhador.

  • Exemplos:
    • Enclausuramento de máquinas barulhentas para reduzir o ruído no ambiente;
    • Instalação de sistemas de ventilação e exaustão localizados para capturar fumos ou poeiras antes que se dispersem no ar;
    • Instalação de guarda-corpos e barreiras de proteção em engrenagens de máquinas e equipamentos.

Controle da fonte geradora x controle no trabalhador

Apesar de ser muito importante tratar as fontes geradoras nas primeiras etapas do gerenciamento de riscos, é muito comum e recomendado o controle integrado, pois em muitos casos somente controlar a fonte geradora não acaba com os riscos, assim temos a seguinte situação:

Tipo de ControleOnde AgeVantagensDesvantagens
Na FonteNo risco em si com a Eliminação, Substituição e Controle de EngenhariaProtege todos, é passivo, solução permanente.Pode ter alto custo de implementação inicial.
No ReceptorNo trabalhador (EPI)Rápido de implementar, essencial para riscos residuais.Depende do uso correto, é a última linha de defesa, suscetível à falhas.

A importância do controle das fontes geradoras 

Muitas empresas tendem a pular direto para as últimas etapas da hierarquia. No entanto, o foco na fonte geradora traz benefícios cruciais, tais como:

  • Eficácia: Ao eliminar ou controlar a fonte, você protege todos os trabalhadores completamente, o tempo todo. Não depende de alertas, treinamentos recorrentes ou cobranças do uso correto de um equipamento;
  • Redução de Custos a Longo Prazo: Embora a implementação de controles de engenharia possa ter um custo inicial, ela reduz os custos com compra e manutenção de EPIs, além dos custos indiretos com acidentes e doenças;
  • Melhoria na Produtividade: Um ambiente de trabalho mais seguro, com menos ruído, menos contaminantes e processos otimizados, geralmente resulta em maior conforto e, consequentemente, em maior produtividade;
  • Conformidade Legal: A NR-01, reforça a obrigatoriedade de seguir a hierarquia de controle, priorizando sempre as ações que atuam na fonte.
infográfico cultura de segurança